O Parque Estadual de Itapuã, localizado em Viamão, a 57 quilômetros de Porto Alegre, é uma unidade de conservação de proteção integral e guarda a última amostra dos ambientes originais da Região Metropolitana da capital gaúcha. Além de receber o público, a unidade de conservação tem como objetivos a conservação da biodiversidade, a pesquisa científica e a educação ambiental.
São 5.566 hectares, abrigando uma diversidade de paisagens e ecossistemas compostos de morros, praias, dunas, lagoas e banhados, com número significativo de espécies raras e ameaçadas de extinção. O Parque abriga cerca de 40 espécies de répteis, 30 de anfíbios, 200 de aves e um bom número de mamíferos, entre estes a jaguatirica, o gato-maracajá, a lontra e o bugio-ruivo.
Os impactos ambientais produzidos pelo homem nas últimas décadas com o desmatamento, a caça, a extração do granito rosa e a ocupação urbana desordenada levaram à diminuição do número de espécies animais e vegetais. O Parque ficou fechado por mais de dez anos para que a natureza pudesse se recuperar e foi reaberto em abril de 2002.
O parque também oferece duas trilhas que podem ser percorridas pelos visitantes. Uma delas é a Trilha da Onça. Essa tem 3.280 metros (ida e volta) com duração de duas horas e oferece um grau de dificuldade médio. O ponto de partida é a Praia das Pombas e o destino é a Praia da Onça. No caminho podem ser encontrados tatus, lagartos e capivaras. As diferentes espécies de bromélias e orquídeas, além da caliandra e da vassoura vermelha, são algumas das flores que adornam a trilha. As fraléias, uma espécie de cacto que já estava em extinção, são exemplos da recuperação da natureza. A visão panorâmica do Lago Guaíba e da Praia das Pombas é uma maravilhosa recompensa.
A outra é a Trilha da Fortaleza, com percurso dentro da Praia da Pedreira. Essa tem 3.000 metros (ida e volta) com duração aproximada de duas horas e meia. É uma trilha histórico-cultural onde podem ser vistas trincheiras da época da Revolução Farroupilha e a própria fortaleza que abrigava os farrapos. No caminho natural, encontram-se espécies da flora como as corticeiras da serra e do banhado, gravatás e butiazeiros.
1 resposta Até agora ↓
alineboff // Abril 17, 2008 às 10:54 pm
Achei que ficou super 10 o teu texto, explicando tudo o que se há para fazer neste Parque e até mesmo o tempo de duraçãod as trilhas, inclusive o que podemos encontrar no caminho. Interessante! E veja bem, um local relativamente perto da gente e eu não conheço.
Mas então de repente tu poderia colcoar algum link alguma coisa, “dando” mais informações ou até “mostrando algo”, sobre o local.
No mais é isto.
Beijos.